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Mundo Sonoro

por Janaína Ávila

Wednesday, 21.05.08

Enquanto isso no jardim...


Ja falei que moro na roça?

Segunda-feira, 19 de maio de 2008
enviado por janavila às 05:26 | 7 comentários

Tuesday, 20.05.08

Desastres Naturais

Por falar em desastres naturaus, uma avalanche,

A gente nunca vai entender como è que funciona esse joguinho chamado vida. Eu, pelo menos, estou abrindo mão do desafio. Não vou entender nunca, me rendo. Volto ao tema do post anterior, e me sinto bem patética, completamente “fuori logo”. Como se numa estupida comédia de Sessão da Tarde, a mulherzinha do século XXI fosse catapultada no universo de Jane Austen, em meio a um salao de baile, atualizando um blog enquanto distintos senhores dançam o minueto. Outra constataçao: virei estatua de sal faz tempo, de tanto olhar pra tras. Varios pecados na coleçao. Nas minhas tentativas de colocar o passado no futuro, so me dei mal. Enquanto nao mudar de estratégia, fico patinando na lama. Incoerente! Pena que nao tenho forças para “sumir no mapa”. Criei raizes demais... sou daquele tipo que não joga fora papeizinhos de bala, ou ingressos de teatro, recibos do cartao de credito, so pra lembrar de momentos bons. E vivo correndo o risco de viver um momento “Em Algum Lugar do Passado”, quando descubro no bolso de um jeans um desses indicios de que existia um momento em que eu estava melhor que agora. Aconteceu duas vezes essa semana. E nao foi bom, creiam-me. Na tv vi um documentario sobre como algumas pessoas sobreviveram a desastres naturais, tipo enchentes, tornados, avalanche de neve, raios. Dois caras que foram fulminados por raios tiveram problemas com a memoria breve, como a Dolly de Procurando Nemo. Interessante. Nao que eu os inveje. Mas gostaria de poder “dar de ombros” e deixar passar tanta coisa, vendo tudo pelo lado bom. Mas por causa da minha natureza, permito que coisinhas me façam ficar com um figado bem grande - como se diz em italiano - de nervoso. Eu sou uma vitima de desastres contra a minha propria natureza. E estou sobrevivendo.
enviado por janavila às 05:40 | 1 comentário

Wednesday, 14.05.08

Começo a desconfiar que sou filha de uma geraçao sem pé nem cabeça. Aos 33 anos me encontro mais perdida que nunca, sem saber para onde andar, se o melhor é olhar pra cima ou pra baixo. Nao foi isso que me prometeram. Eu tinha a absoluta certeza que depois dos 30 - visto que a coisa nao tinha funcionado aos 25, idade maravilhosa - eu saberia exatamente onde é que fica o meu nariz. Que nada. Nao é so questao de idade. É outra coisa. É se ver perdida, com desejos nao realizados e data mais do que vencida. Apostas que parecem nao ter mais fim... é muito chato. Ta na moda falar de 1968, o grande ano, onde grandes coisas aconteceram na hora certa. Eu nasci bem depois. E a minha geraçao é tao besta, mas tao besta, que nem se quiséssemos poderiamos encontrar algo para recordar assim, intensamente. Algo que rendesse teses, livros, mini-series... Uma geraçao feita de tanta historia pessoal. Cada um com seu cada um, com nada em comum, cheia de slogans fajutos e aspiraçoes de terceira categoria. Perseguindo idolos, os substituindo logo em seguida, ainda construindo castelos no ar. Me sinto muito entediada. Ainda recebo flyers para festas com bebida liberada até meia-noite e ao mesmo tempo, procuro as novidades em cremes contra os "primeiros" sinais da idade. Penso na herança que quero deixar aos meus filhos e nem consigo engravidar, queimo etapas, brigo com o passado, quero vingança! Tento fazer as pazes com o futuro e ignoro o presente. Como é que se pode andar pra frente desse jeito?
enviado por janavila às 18:01 | 7 comentários
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