página inicial do tipos

Receba por e-mail os posts de Mundo Sonoro: RSS - Assine os feeds deste blog

Mundo Sonoro

por Janaína Ávila

Wednesday, 30.04.08

Identificaçao

Acabei de (re)ver a primeira parte do ultimo episodio de Sex and The City. Inutil dizer que estou estremamente emocionada. Nao é a primeira vez que vejo o episodio, alias, deve ser a quarta ou quinta. Tenho acompanhado a serie desde a primeira temporada, é o sentido que resolvi dar àas minhas tardes: das 15h as 16h, dois episodios, no canal 115 de Sky. E a cada episodio, mesmo ja sabendo a proxima fala, descubro uma nova nuance, um novo sentido.É, definitivamente, a melhor coisa que ja fizeram na TV.

Bom, o episodio conta da chegada de Carrie a Paris, da sua solidao e o começo daquela sensaçao de que fez cagada ao deixar a sua amada New York, as amigas, o trabalho. E termina com ela, sentada num sofazinho, em meio aos amigos do russo que falam em frances, a lingua que ela ainda nao domina.

Identificaçao ao "cento percento".

Estou numa fase estranha. Parece que acordei de uma viagem de acido, sei la. Parece que certas coisas que eu nao via, se apresentam vestidas de tinta fosforescente, dos pes à cabeça. Nao consigo mais fazer de conta que ta tudo bem, que vivo num conto de fadas, que é o maximo morar na Europa, ter os Alpes na janela e euros na carteira. Nao usarei a palavra "cagada" para definir as minhas escolhas mas... a pergunta "CHE CAZZO, to fazendo aqui?", começa a frequentar a minha cabeça sem pre-aviso.

O amor deveria bastar mas... Para a minha decepçao romantica e pollyanna, nao basta. O nosso amor é uma minuscula ilha no meio de um oceano de duvidas, perguntas sem respostas, magoas, decepçoes. É nessa ilha que vivemos mas me pergunto até quando vamos conseguir viver disso. Sei que vai chegar uma hora que a porca vai torcer o rabo e vamos ter que se jogar nesse marzão desconhecido e cheio de monstros malvados.

Mas ainda sou romantica e espero um milagre. Porque toda vez que toco o fundo, um milagre me salva.Eu peço para que ele aconteça e ainda acho que tem gente me ouvindo, ou melhor, tenho certeza...
enviado por janavila às 11:21 | 9 comentários

Wednesday, 23.04.08

33

Exatamente à meia-noite, escutava a voz metálica da operadora antes de completar a ligaçao. Telefonei aos responsaveis. Era a hora zero desse dia que marca os 33 anos. Como sao cinco horas de diferença, me sinto especial por poder comemorar um aniversario longo 29 horas. Na minha imaginaçao é assim e pronto. O sonho do dia de aniversario foi assim: sonhei que cantava num sho de calouros e cantava "Tempo Perdido", do Legiao Urbana. Era um sonho muito divertido e eu tinha uma voz maravilhosa, uma forte concorrente. Depois sonhei que me deram de presente um par de botas azuis, quentes, sem salto. E fim. Acordei com um dia lindo, de céu azul e um marido doido pra ir dar uma volta em meio à natureza. Nao queria ir, preguiiiiiiiiiiça de taurina deprimida, he. Sim! Ano passado estava no Brasil, com a Lali nos braços, cantando parabens e assoprando velinhas num bolo com Winnie The Pooh. Enfim... as tais escolhas.

Acabei de voltar do passeio. E foi maravilhoso. Descobri que nasci na época das "buca neve", literalmente "fura-neve", pequenas florzinhas brancas e roxas que aparecem logo depois da neve, no meio do gramado ainda sem muita vida. Elas anunciam a primavera e é lindo ver aquele monte de buca neve desafiando o terreno ainda frio do inverno. Tb descobri que nasci quando os animais selvagens começam a sair das tocas e procurar a grama verde nas partes baixas. Vimos tres! E tb vi uma pequena avalanche, a neve vindo abaixo por causa do calor (8°C, isso la é calor?). Tudo acontecendo na manha do meu aniversario. Fiquei com aquela sensaçao besta de ser protagonista de algo especial e vou deixar que essa coisa fique em mim o dia todo. Feliz Aniversario, Tia Jana!
enviado por janavila às 07:22 | 12 comentários

Friday, 18.04.08

( )

Uma semana de "férias". Coisa estranha. Se ja fiquei anos sem as tais férias, passar cinco meses sem dar um tempo na vida parece o fim do mundo. Uma semana longe de casa, computador a pagamento e tudo o que fica em suspeso se revela em suspensao ha muito mais tempo do que eu poderia imaginar.

enviado por janavila às 12:18 | 1 comentário

Thursday, 10.04.08

É de abril

Instalei um novo anti-virus que sempre se “atualiza”, constantemente. É uma maravilha, nao preciso nem pedir. Um quadradinho azul surge no canto esquerdo da tela para me avisar que a missao foi completada e o caçador de bichinhos de computador esta na sua mais perfeita forma. Pensando no anti-virus, pensei em mim. Que bom seria se eu fosse dotada dessa “atualizaçao automatica” e toda vez que me conectasse a qualquer coisa, fosse automaticamente atualizada. Pecado que nao é bem assim que funciona esse mundo. Nao me atualizo assim e para dizer a verdade, me sinto mais por fora que umbigo de vedete.

Comendo um spaghetti, realizei – adoro esse verbo que a gente nem usa tanto em portugues – que eu ocupo um novo lugar no meu imaginario. Encontrei uma nova figura para me explicar. Eu sou a primeira coisa carregada num grande caminhao de mudança. Aquela que fica la no fundo, atras de toda a tralha mais util. Explico: quando a gente ia pra praia, toda a familia, as primeiras coisas a entrarem no porta-malas eram as cadeiras de praia. Facil de entender. Eram grandes, chatas de carregar, e mesmo dobraveis, ocupavam um espaço que deveria ser otimizado para as outras coisas realmente uteis.. Mas nao sao menos importantes, nananinanao. Como imaginar um janeirao de praia sem cadeirinhas e guarda-sol?!? É soq eu sao grandes demais para ficar à mao, e se por azar pegassemos uma semana inteira de chuva? As cadeiras nem precisariam sair do porta-malas e o que é ainda melhor: ja estariam no lugar para a acomodaçao do resto da bagagem realmente util. Poderia me classificar ainda como um belissimo conjuntinho de lingerie da Victoria Secret’s, que de tao precioso fica no fundo da gaveta, as vezes ainda dentro da embalagem, “para nao estragar e nao pegar pó”, e que de tanto em tanto ve a luz do dia (ou o furor da noite) mas logo volta para aquele lugar, com montanhas de calcinhas de algodao e sutiã “pra bater” em primeira fila. Eu sou aquele conjuntinho caro, especial, e que fica condenado ao fundo da gaveta de calcinhas. Poderia ser tb aquela calcinha furada ou o sutia sem elastico que tambem ocupam o fundo das gavetas mas prefiro ser qualquer coisa da Victoria Secret’s. Ja estou down o suficiente.

Abril é um mes dificil. Este pelo menos está sendo. Sinto tanta saudade de CASA – substantivo abstrato, no meu caso. Tenho medo do proximo aniversario, do meu aniversario. E como se nao bastasse, tem o final de temporada e a agonia imaginar o que pode acontecer na proxima: Tantos, tantos indesejaveis pensamentos. Arght! Amanha é aniversario do Andrea, se é para continuar no tema. Ele nao parece que sofre de inferno astral. Mas é pq nao acredita muito nisso. Eu como acredito, sofro. As vezes, a ignorancia é uma aliada.
enviado por janavila às 11:27 | 7 comentários
« mês anterior próximo mês »